Segundo relato do escritor Ignácio Raposo, a Maçonaria Vassourense teve seu berço ainda na época do Império, quando, por volta de 1852, foi criada a Loja Maçõnica Estrela do Oriente, cuja sede situava-se à rua do Teatro, atualmente rua Visconde de Araxá.
Dela fizeram parte o Dr. Joaquim Teixeira Leite, o Dr. Alexandre Joaquim de Siqueira, as mais altas figuras políticas da época, nobres como o Visconde de Araxá, o Barão de Massambará, o Barão de Vassouras e o Barão de Tinguá, entre outros.
Esta Loja, entretanto, abateu colunas por volta de 1881, doando seus bens à Câmara Municipal de Vassouras.
A atual Loja Maçônica de Vassouras iniciou por volta de 1970, e já naquela época sua história esteve entrelaçada com o início do que hoje é a Universidade Severino Sombra.
Com efeito, havia um grupo de maçons que frequentavam a Loja José Bonifácio, entre os quais destacam-se Mário Branco, Nilso, José Baptista, Durval, Waguinho, José Liberano, Francisco João Pereira Filho, entre outros. Este último, maquinista da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, no percurso da linha auxiliar, que interligava Governador Portela, Barão de Vassouras e Barão de Juparanã. Esta linha era, na época, único acesso para quem viajava ao Rio de Janeiro. Foi numa dessas viagens que o Ir.'. Francisco Pereira conheceu o saudoso General Severino Sombra de Albuquerque, que manifestou-lhe sua intenção de criar uma Coimbra Brasileira. O Ir.'. Francisco, então, levou o Gen. Sombra a hospedar-se no hotel de D. Mara, hoje Mara Palace Hotel, e nos dias de folga, colocou um Dauphine 62 à disposição deste, ocasião em que percorreram a cidade em busca de local apropriado para a instalação do campus universitário.
Assim, o primeiro diretor da Faculdade de Medicina foi o Cel. Roberval Brown Rojas, que após conhecer o Ir.'. Francisco Pereira, juntaram-se ao Ir.'. Mário Branco para conceber a idéia da criação de uma loja maçônica em Vassouras. Com essa finalidade, então, médicos, professores e alunos da Faculdade de Medicina de Vassouras, provenientes de vários estados da federação, reuniram-se sob a liderança do médico e maçom Mário Branco e a eles juntaram-se outros valorosos maçons, aqui residentes, que freqüentavam a Loja José Bonifácio, do Oriente de Barra do Piraí.
Revendo os livros de atas da Loja, deles constam os nomes e assinaturas de todos que participaram de sua fundação, que aconteceu em 23 de setembro de 1970.
Seu primeiro Venerável, Dr. Mário Branco, conduziu a loja na escolha da Obediência e Rito a serem seguidos. Estas reuniões iniciais foram realizadas no consultório do Irmão Mário Branco, no prédio onde situa-se a Caixa Econômica Federal, passando depois para a sede do Fluminense de Vassouras por uns seis meses, até a transferência para o Templo improvisado à rua Nilo Peçanha, antiga torrefação do Café Agulhas Negras, onde funciona, hoje, a Gráfica Palmeiras.
Em 1972, o Irmão Mário Branco foi reeleito para o cargo de Venerável. Neste período, a Loja aprovou a confecção do seu timbre, cuja interpretação - "Um círculo geométrico circunscrevendo um triângulo, em cujo vértice acha-se a estrela flamígera, criação do Universo sob a égide da trindade divina. Signo dos altos Iniciados, a estrela de cinco pontas simboliza o homem perfeito, coordenando o seu ser físico, emocional, mental, intelectual e espiritual. O esquadro e o compasso sobre a Bíblia, uma das jóias da alfaia da Loja, símbolo maçônico dos mais usados - cultura e sabedoria que ilumina e dirige o macrocosmo e o microcosmo, medida de Justiça. A estes símbolos são acrescentadas 3 palmeiras lembrando a tríade maçônica e que passa a simbolizar Vassouras".
Ainda durante o segundo período da gestão do Irmão Mário Branco, a Loja recebe sua Carta Constituitiva definitiva pelas mãos do próprio Grão-Mestre Estadual, Raphael Rocha, em cuja ocasião a Loja recebeu a visita do Irmão Nicola Aslan, autor de diversos livros maçônicos.
Dos registros constam ainda que os primeiros anos da Loja foram não só difíceis pelo esforço de constituir sua sede própria, mas também porque os irmãos que ajudaram a fundá-la, a maioria professores, médicos e alunos, quase sempre eram transferidos ou iam embora de vez. A Loja, então, ficava desfalcada e o processo de renovação, pelas características próprias da maçonaria, demorado.
Observação: Todo o texto da história da loja foi extraído do trabalho produzido em conjunto pelos Irmãos Antonio Martins e Joel Venturini, que pesquisaram os registros e atas da mesma. Fonte: http://www.lmcv.cjb.net/
Entidade mantenedoraLoja Maçônica Cultura de Vassouras
NaturezaAssociação ou ONG internacional
Horáriosob consulta
DirigenteAffonso Celso Villela de Carvalho
CargoVenerável Mestre
Tempo de Atividade157anos
AbrangênciaSetor
ServicosCursos / palestras / seminários, Eventos de confraternização, Publicação