Situada no município de Vassouras, está localizada na BR 393, à 15 Km do centro da cidade. Pertenceu a José de Almeida Avelar, Barão do Ribeirão, estando desde 1896 com a Família Rangel. Em estilo neoclássico, mantém características originais do século XIX, fazendo parte do Ciclo do Café, que tanto enriqueceu a nossa história.
Em bom estado de conservação, preserva ainda hoje grande parte do mobiliário, louças e acervo de época, sob a administração de seu proprietário Luiz Felippe Rangel. Destaca-se entre outras atrações um banheiro de pedra pertencente aos escravos, além dos terreiros de café, senzalas e o contato direto com a vida no campo com passeios à cavalo, carro de boi e animais domésticos de grande e pequeno porte.
Residência da família, hoje abre suas portas para visitas de turistas, escolas e historiadores, podendo ser oferecido café ou almoço tipicamente rural, além de queijos tipo frescal, linguiça e doces produzidos no local para consumo e venda. Na segunda quinzena do mês de maio realiza-se tradicionalmente um Concerto de Outono.
Fonte: Fazenda Cachoeira do Mato Dentro
Texto: Lílian Gilson / site Preservale
Endereço Rodovia BR-393, Km 173
CEP 24800-000
24 99927350
Entidade mantenedoraFazenda Cachoeira do Mato Dentro
NaturezaPrivada
HorárioSob agendamento prévio. Informações: Tel: (24) 9992-7350 ou 9914-2286 ou 9845-1229
SubtipoArquitetura civil
ImportânciaImportância histórica
Uso atualResidencial
PossuiEsculturas, Pinturas, Murais, Vitrais, Azulejaria, Lustres de época, Mobiliário de época, Tapeçarias
ConservaçãoBom
Estilo de arquiteturaColonial
Sinalização geral de acessoRegular
Transporte públicoRegular
Entrada
Regulamentos para visitaçãoVedada a entrada de animais
Origem dos visitantesLocais, Regionais, Nacionais, Internacionais
Mês de maior frequênciaJulho
Duração da visita1,5h
Facilidades oferecidas ao visitanteCentro de recepção, Informação turística, Serviços de segurança, Catálogos / folhetos, Sinalização interna, Visitas guiadas regulares, Visitas guiadas agendadas, Área verde, Estacionamento de ônibus, Estacionamento e automóveis
HistoricoA Fazenda Cachoeira do Mato Dentro teve como primeiro proprietário José de Avelar e Almeida – o Barão de Ribeirão –, que deixou treze filhos, entre os quais o Barão de Massambará, o Barão de Avelar e Almeida, o Visconde de Cananéia e a Baronesa de Werneck. Com a morte do Barão de Ribeirão, a fazenda foi partilhada, cabendo Cachoeira a Hilário Rodrigues de Avelar.
Após este último, a fazenda foi vendida, em 1892, para José Machado de Carvalho. Com a crise do café, foi levada a leilão na cidade do Rio de Janeiro e Sylvio Ferreira Rangel a arrematou em 1896. Desde então permaneceu com a família, pertencendo, atualmente, a Luiz Felipe Rangel e Lilia Gilson Rangel.
Descrição do uso anteriorFazenda para produção de café.
Descrição do uso atualA casa-sede é o espaço principal da propriedade e mantém a configuração espacial original. Está implantada em nível mais alto que o restante das edificações e do terreiro de café, num local estratégico, que permite a integração entre a arquitetura da casa-sede e das outras construções.
Com apenas um pavimento e porão habitável, a fachada simples e com elementos típicos da arquitetura rural – como janelas em guilhotina, venezianas e almofadas – sublinha o telhado em 4 águas com ponto elevado que protege a edificação. Na fachada principal, um alpendre em estrutura metálica com cobertura em dossel de ferro – posterior à época da construção – marca a portada de acesso principal.
Internamente, divida tradicionalmente em três setores distintos e organizados, tem ao centro a parte social com salas de estar, jantar, espera, festas, escritório, alcovas (incorporadas ao setor social) e uma pequena farmácia.
Nas laterais esquerda e direita, ocupadas pela parte íntima, quartos e banheiros, mantendo nos fundos, na lateral direita, a capela dedicada à Nossa Senhora das Dores. Um pátio central separa as áreas social e íntima daquela do setor de serviços, onde se localizam cozinha, áreas de serviço, leiteria, despensa e quartos de empregados.
No interior percebemos a influência neoclássica nas bandeiras das portas; no altar da capela e em grande parte do mobiliário e dos elementos decorativos. Os forros das salas de espera e estar, com molduras em estuque,
deveriam manter originalmente, como era de costume, pinturas decorativas, por vezes anedóticas.
Como elementos de destaque, podemos citar o mobiliário dos séculos XVIII e XIX; uma imagem de NossaSenhora da Conceição, em madeira; além de louças de diferentes origens.
fonte: http://www.institutocidadeviva.org.br